quarta-feira, 25 de março de 2009

Arrozeiros têm até 30 de abril para deixar Raposa Serra do Sol

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto informou que os arrozeiros que ocupam parte da reserva indígena Raposa Serra do Sol (RR) terão de deixar o local até o dia 30 de abril.

O ministro disse acreditar que não haverá resistências por parte dos produtores de arroz para cumprir a decisão do STF. Ainda assim, ele afirmou que tanto a Polícia Federal quanto a Força Nacional de Segurança permanecerão no local para garantir que a saída ocorra dentro do prazo.

Na última quinta-feira, o Supremo confirmou a constitucionalidade da demarcação da reserva, de 1,7 milhão de hectares, em área contínua. A medida garante a presença exclusiva de índigenas na área.

lida no TERRA

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tá bom que vão sair facinho assim, algum acordo já deve ter iso aprontado....menganaqueeugosto.

sexta-feira, 20 de março de 2009

20 mais corruptos são da base do governo

Thais Bilenky
Especial para Terra Magazine

Investiga-se na Câmara dos Deputados a articulação de um grupo de políticos da base do governo que "faz e acontece" no Congresso Nacional, "pessoas que estariam manipulando o orçamento e outras coisas mais", denuncia o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Este grupo, inicialmente batizado de G-8, se expandiu e hoje é denominado G-20.

O senador Jarbas Vasconcelos informa a Terra Magazine a relação do G-20 com o governo:
- São pessoas da base de apoio do governo, evidentemente. De diversos partidos, não só de partidos majoritários, como PMDB e PT. São de outros partidos. O PMDB deve estar majoritário nisso porque é o maior (partido).
A investigação acerca deste grupo avança, mas o senador relata que ainda não é possível especificar os nomes e os partidos dos envolvidos. Segundo Jarbas, o G-8 - G-20 atua desde a antiga legislatura (2007) e engordou devido à impunidade.
Na entrevista a seguir, Jarbas fala sobre o G-20.

Terra Magazine - O senhor poderia dar detalhes do G-8, agora G-20?Jarbas Vasconcelos - Foi uma discussão que estava na terça-feira, 17, na reunião do pessoal de transparência. O pessoal estava falando da Medida Provisória 449, do "Refis (da crise"), e estavam falando lá em grupo G-8 - G-20. Seria de pessoas que estão manipulando o orçamento, fazendo outras coisas mais.
Por que o grupo se expandiu?Porque este grupo vem de algum tempo já, e vem se consolidando. Pela questão da impunidade, que não existe punição para isso, e aí diz que esse grupo faz e acontece dentro da Câmara.

As eleições do PMDB às presidências do Congresso podem ter contribuído para a consolidação da corrupção?Não, acho que não, porque o pessoal fala que isso vem da legislatura passada e continua na nossa legislatura e a gente está só com 45 dias da eleição deles (deputado Michel Temer e senador José Sarney, presidentes respectivamente da Câmara e do Senado). Seria um tanto exagerado dizer que as presidências das duas Casas estão facilitando a articulação deste grupo.

Os envolvidos estão relacionados com o governo?São pessoas da base de apoio do governo, evidentemente. São pessoas que apóiam o governo, de diversos partidos, não só de partidos majoritários, como PMDB e PT. São de outros partidos. O PMDB deve estar majoritário nisso porque é o maior.

terça-feira, 17 de março de 2009

Garimpo cresce com a crise. Rios e florestas da fronteira Peru-Brasil sofrem impactos severos

Altino Machado às 10:14 am

As fotos que ilustram este post foram tiradas e cedidas com exclusividade ao Blog da Amazônia pelo biólogo e consultor ambiental peruano Enrique Ortiz.

Elas correspondem ao Rio Guacamayo, no trecho situado na altura do Km 100 da Estrada Interoceânica, que liga o Brasil ao Peru, contando de Puerto Maldonado em direção a Cusco.

Há menos de um ano, o garimpo de ouro se formou e toneladas de mercúrio estão sendo depositadas nos rios, cujos peixes são pescados e consumidos a jusante por peruanos, bolivianos e brasileiros.

O Rio Guacamayo é um dos afluentes do Inambari, que deságua no Madre de Dios, que vai dar no Bene, que por sua vez deságua no Mamoré e/ou Madeira, em território brasileiro.

O garimpo em Guacamayo é só mais uma das áreas onde a febre do ouro se expande do lado peruano. A alguns quilômetros mais a Leste, existe outro lugar cheio de garimpeiros, num rio chamado Jayave, que é bem maior que o Guacamayo.

- Igualmente se está detectando aqui e acolá, o que figurativamente se converteu em um câncer metastásico que só tem tendências a ser pior, porque o preço do ouro é o único que foi mantido após a crise financeira mundial e agora está subindo rapidamente, com previsões de se duplicar nos próximos meses - afirma o biólogo.

Guacamayo está a pouco mais de 200 quilômetros do município de Assis Brasil (AC), nas três fronteiras do Brasil, Peru e Bolívia. Leia a seguir a entrevista com Enrique Ortiz:

Qual a situação do garimpo?

Trata-se de um garimpo informal e ilegal, embora alguns digam que um certo número de pessoas tem uma concessão mineira. O que é ilegal é que está ocorrendo em área de floresta e no solo, ao longo do rio. Este rio Guacamayo é afluente do río Inambari.

Como ocorre a invasão da área?

É uma invasão de mineiros ilegais de ouro promovida por especuladores. Ela se dá através de sistemas totalmente artesanais, utilizando as condições sociais e ambientais mais rudimentares que há. Estão sendo depositadas toneladas de mercúrio nesses rios, cujos peixes são utilizados como alimentos nas partes baixas por peruanos, bolivianos e brasileiros.

Como é a dinâmica de extração?

Ela está avançando das margens dos rios para a floresta onde se utilizam carregadores frontais e máquinas já não tão artesanais”, mas que consistem basicamente em motores ou “bombas” que absorvem o material aluvial com água que logo é filtrado e o ouro é separado com “azogue”, que é mercúrio. Os invasores se apropiam de uma parte do canal do rio e vão “processando” todo o barro que encontram e formam o amontoados de lama e pedras. Para isso, eles necessitam de petróleo, mercúrio e gasolina para os motores.

Do que eles necessitam mais?

Evidentemente necessitam de comida para manter os trabalhadores e suas famílias. Para obter comida exterminam a fauna da região. Usualmente há uma pessoa que faz a manutenção dos motores e equipamentos. Logo contratam trabalhadores por uma parte do ouro que extraem. Calcula-se que de cada poço o grupo de operadores retira por dia entre dois e três gramas de ouro. O grama agora está cerca de 30 dólares. Isso está muito acima da média de ganhos de qualquer campesino.

Existem outras áreas de rios e florestas sendo exploradas?

Este local em Guacamayo é só uma das áreas onde a febre do ouro está extendendo-se. A alguns kilômetros mais a Leste há outro lugar que “silenciosamente” se encheu de garimpeiros, num rio chamado Jayave, que é maior que Guacamayo. Igualmente se está detectando aquí e acolá, o que figurativamente se converteu em um câncer metastásico que só tem tendências a ser pior, porque o preço do ouro é o único que foi mantido igual depois da crise e agora está subindo rapidamente, com previsões de se duplicar nos próximos meses.

A estrada contribui para essa situação?

A Estrada Interoceânica, operada pela Norberto Odebrecht, não é responsável diretamente por isso. Porém, sem nenhuma dúvida, existe um “efeito secundário” das estradas, já que facilitam a migração e baixam os custos destas operações. Portanto, é também responsabilidade deles fazer algo em relação a situação.

O que faz o governo peruano na região?

A informalidade e a ilegalidade desta atividade é muito prerigosa para a floresta e para a saúde da população. O Ministério de Energia e Minas do Peru não parece estar muito interessado em fazer algo (não é algo novo – apesar de haver muitas máfias), e a pouca coordenação entre as autoridades regionais e nacionais simplesmente fazem que tudo ocorra sem o menor controle. O Minstério do Ambiente está tratando de fazer algo, porém nada aconteceu até agora. Escuto que existem planos operativos, porém há de se esperar para ver.



ATÉ QUANDO BRASIL????


segunda-feira, 16 de março de 2009

PF investiga aliança entre madeireiros e sem-terra

da Folha Online

Uma investigação da Polícia Federal detectou uma "aliança informal" entre sem-terra da LCP (Liga dos Camponeses Pobres) e madeireiros no interior de Rondônia, informa reportagem de Eduardo Scolese, publicada nesta segunda-feira pela Folha.

De acordo com o relatório da PF obtido pela Folha, os sem-terra da LCP --uma dissidência radical do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra)--, em parceria com madeireiros da região de Buritis, Nova Mamoré e Campo Novo de Rondônia, invadem grandes fazendas com o objetivo de desmatar suas reservas florestais e obter lucro com a venda da madeira.

Ainda segundo a polícia, o esquema envolveria a escolha da propriedade, a invasão da terra, a expulsão do fazendeiro e dos peões, o desmatamento e, por fim, a venda da madeira. As invasões são lideradas por um braço armado da LCP, com cerca de dez homens que, após expulsar o fazendeiro e os peões, autoriza a entrada dos demais sem-terra para extrair a madeira. O lucro obtido pela venda da madeira é dividido entre os sem-terra e os madeireiros.

Vítimas dessa aliança, os fazendeiros desconhecem a participação dos madeireiros, retaliando, então, apenas os sem-terra. Segundo a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência, 12 crimes motivados por conflitos fundiários ocorridos desde meados de 2006 nessa mesma região permanecem sem esclarecimento.

A Folha procurou a direção da LCP mas ninguém quis comentar o relatório da PF, assim como proprietários de algumas madeireiras locais. A Secretaria de Segurança Pública de Rondônia também não se manifestou. A aliança é de conhecimento do Ministério Público de Rondônia, que mantém o tema sob sigilo para, segundo o procurador-geral de Justiça, aguardar o momento certo para flagrar os madeireiros.

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Sério mesmo que ninguém sabia que os Sem Terra são uma máfia, com diversas ramificações, e membros das FARC como conselheiros???


Ah, faça me o favor!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Corregedoria quer notas fiscais de Edmar Moreira

BRASÍLIA - A Corregedoria da Câmara vai pedir ao deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) mais informações sobre o uso da verba indenizatória para despesas com segurança em 2007 e 2008. Suspeito de destinar os recursos públicos para suas empresas de vigilância, Moreira apresentou ontem defesa à corregedoria, mas as explicações não foram satisfatórias para responder a representação feita pelo PSOL. O partido pediu uma avaliação das notas fiscais que comprovam os gastos com segurança.

Moreira gastou R$ 236 mil da verba indenizatória de 2007 e 2008 com segurança, o equivalente a 68,4% dos R$ 365 mil gastos no período. Se o deputado não encaminhar as notas fiscais, a corregedoria pedirá os documentos à Direção Geral da Câmara. Se ficar comprovado que a verba foi mesmo destinada a empresas do deputado, ele pretende argumentar que não há qualquer ilegalidade.

As normas de uso da verba indenizatória não impedem a contratação de empresas de parlamentares, parentes ou pessoas próximas. Moreira ocupou o cargo de corregedor da Casa por menos de uma semana. Ele teve que dar explicações sobre um castelo no interior de Minas Gerais, avaliado em R$ 25 milhões e não declarado à Receita Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Não é só esse bandido que faz isso não, muitos dos deputados, quem tem postos de gasolina, redes de supermecados, emissoras de rádio e tv, apresentam todo ano notas fiscais de suas próprias empresas e são reembolsados, e os gastos não são vistos, não precisam ser necessários, qualquer merda de despesa que um puto desse tenha ele é reembolsado, qualquer coisa mesmo.

NÃO FINANCIE A CORRUPÇÃO, PARE DE PAGAR IMPOSTOS!

Até quando???

Os senadores devem uma explicação à opinião pública

Os 81 senadores estão no banco dos réus por causa do pagamento de R$ 6,2 milhões de horas extras para funcionários do Senado durante o recesso parlamentar, em janeiro. O fato foi revelado em reportagem da Folha de São Paulo pelos repórteres Adriano Ceolin e Andreza Matais.

O ex-primeiro-secretário, Efraim Moraes (DEM-PB), que autorizou que esse pagamento fosse feito foi a tribuna esclarecer que a responsabilidade era de todos, pois cada gabinete indicou os funcionários que deveriam receber. O ex-vice-presidente, Tião Viana (PT-AC), relatou que essa orgia com o dinheiro público ocorre há 15 anos. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Almeida Lima (PMDB-SE), foi o único que assumiu responsabilidade direta.

A maioria da Casa e todos os líderes partidários preferiram o silêncio. Não se ouviu um mea-culpa nem mesmo daqueles que cobram dos governos o controle dos gastos públicos correntes. A única diferença em relação a outros escândalos é que desta vez ninguém poderá posar de mocinho. Não ficou um meu irmão.

retirado da coluna de Ilmar Franco no Globo

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Porra, até quando a gente vai ver e ouvir, comprovar que estão mesmo fodendo o brazil com desviando toda nossa grana, não vêem que são benefícios para todos nós que estão sendo cortados???


Porra, eu não pago impostos mais, vou financiar essa corrupção???

NÃO PAGUEM IMPOSTOS, REPITO:


NÃO PAGUEM MAIS IMPOSTOS


só assim veremos pra onde o dinheiro realmente está indo, pois entrando menos grana, vão começar a especular por que o dinheiro não está dando