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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Kátia Abreu faz cartas a agricultores por verba a ruralistas


A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) enviou cartas a produtores rurais pedindo doações para "senadores e deputados comprometidos com o setor". Em anexo, a carta traz um boleto bancário de R$ 200 a serem pagos para o Diretório Regional do Democratas no Tocantins.
Os documentos enviados a donos de propriedades agrícolas também fora do Tocantins fazem parte de uma campanha chamada "Agricultura Forte", liderada pela senadora. Kátia não é candidata em 2010, mas usa sua já conhecida popularidade entre os agricultores. O texto garante que a verba irá para candidatos da bancada ruralista, mas não aponta quais. A conta informada, porém, é a do Partido Democratas. A lei eleitoral obriga a abertura de uma conta bancária específica para doações a candidatos e proíbe que sejam feitas em contas preexistentes, como é o caso.
Na última sexta-feira (24), uma liminar expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Tocantins tirou do ar o site www.agriculturaforte.com.br, que também era usado para coletar doações. O TRE ainda pede o bloqueio de todos os recursos arrecadados pelo Diretório do DEM e exige informações do partido sobre qual o volume de dinheiro conseguido até o momento.
Boleto no valor de R$ 200 enviado a agricultores mostra o Diretório Regional do Democratas como órgão a receber a doação (Foto: Divulgação)
A liminar do TRE foi uma resposta a ação da coligação Força do Povo (que inclui partidos como PT e PSDB) e acusa a senadora de realizar "caixa dois". Em nota publicada no site do candidato a reeleição ao governo do Tocantins, Carlos Gaguim (PMDB), a coligação acusa a campanha "Agricultura Forte" de ser uma forma de arrecadar dinheiro para as candidaturas ao cargo de deputado federal de Irajá Abreu (filho de senadora) e Dorinha Seabra, ambos do DEM.
Em prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entregue no início de setembro, Dorinha Seabra declara ter recebido mais de R$ 50 mil do fundo partidário. No mesmo período, Irajá declarou que vieram do partido R$ 100 mil de um total de R$ 710 mil arrecadados por sua campanha.
A reportagem de Terra Magazine entrou em contato com a campanha de arrecadação "Agricultura Forte", de Kátia Abreu, mas não teve resposta.
Embate
A ação da coligação peemedebista não é a primeira rusga entre Carlos Gaguim e Kátia Abreu. Em discurso no Senado, ela chegou a pedir a cassação do registro da candidatura de Gaguim. Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo aponta que o Ministério Público de São Paulo acusa Gaguim de participação em fraudes de licitações no governo.
A pedido do governador, o TRE do Tocantins aplicou uma restrição que impediu os meios de imprensa de tratarem do tema, mas a liminar foi retirada na tarde desta segunda-feira (27).

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sobre assombrações num país livre de latifúndios




Num Fórum promovido pelo jornal Estado de S. Paulo, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e senadora, Kátia Abreu (DEM-TO), aproveitou o microfone para fazer uma das coisas que mais gosta: atacar o Código Florestal brasileiro e enaltecer o agronegócio. Segundo a senadora, há “assombrações criadas em torno do desmatamento que impedem o desenvolvimento” do país.
Falando assim, parece que tudo anda às mil maravilhas pela Amazônia e que o agronegócio está cambaleante. Na prática, porém, o que ocorre é justamente o contrário.
Enquanto o Brasil só faz crescer nas exportações de produtos agrícolas – já é o terceiro maior exportador mundial – a substituição de árvores por gado e soja, principalmente, não dão trégua. Os 17% de matas que o bioma perdeu foram embora nos últimos 40 anos, justamente quando os tratores do agrobusiness começaram a subir para a região. Dessa área, 80% estão sob as patas de bois. E a cada hora, uma área de floresta equivalente a um campo de futebol continua indo para o chão.
Apesar dos rios de lucro que esses números tem gerado ao agronegócio, no entanto, pouco ou nada chegou à população local e aos pequenos agricultores. A região permanece com um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano do país.
Mas isso Kátia não enxerga do alto de seu trono na CNA. Dali, aliás, ela não vê nem mesmo os latifúndios que se espalham em território nacional. “Não é verdade que haja concentração de terras no Brasil. Nos EUA, Canadá e Argentina há cerca de 2 milhões de propriedades rurais. No Brasil, na mesma área, há cinco milhões de propriedades”, garantiu.
Antes de terminar sua fala, ela insistiu que o Código Florestal precisa ser revisto. “Só na bíblia não se faz reforma”, argumentou, esquecendo-se de que a lei já foi repaginada em 1965 e sofreu inúmeras alterações depois disso, por meio de Medidas Provisórias.

GORDA MALDITA QUER ENCHER MAIS AINDA O RABO DE $$$ E FUDER O BRASIL