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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

MP-SP diz que governador do TO integra organização criminosa


Documento do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) aponta o governador do Tocantins, Carlos Amorim Gaguim (PMDB), e o procurador-geral do Estado, Haroldo Rastoldo, como integrantes de uma quadrilha que fraudava licitações públicas, desarticulada no dia 17 de setembro. Gaguim e Rastoldo foram citados na investigação a partir do monitoramento de empresários e lobistas. O governador e candidato à reeleição nega enfaticamente a prática de irregularidades em sua gestão e atribui as denúncias a "adversários políticos". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal (PF), em atuação conjunta com o MP-SP, fazem referência a um novo contrato que o grupo de lobistas teria fechado com Gaguim para admissão de 3 mil funcionários por secretarias estaduais sem concurso público. Em escuta transcrita no relatório das investigações, datada de 25 de março, às 19h07, Manduca relata a interlocutor não identificado planos ambiciosos com a suposta participação de Gaguim. O lobista narra que o governador o chamou de amigo e teria prometido que juntos "vão botar para f..., vão fazer o Estado inteiro, vão fazer R$ 1 bilhão".
ME DIZ, ELES APURAM TUDO ISSO E DEPOIS SOLTAM ELES POR FALTA DE PROVAS???
ISSO É CULTURAL NA PORRA DO BRASIL, PAÍS DE FILHO DA PUTA!

Lobista preso pagou garota de programa para governador do TO


O lobista Maurício Manduca, apontado pelo Ministério Público de São Paulo como articulador de um esquema que fraudava licitações públicas, pagou com seu cartão de crédito as despesas do governador do Tocantins, Carlos Gaguim (PMDB), durante viagem a São Paulo em março, para assistir à corrida de Fórmula Indy. Segundo a investigação, Gaguim hospedou-se no Hotel Unique, no Ibirapuera, onde recebeu a visita de uma garota de programa, escolhida e paga por Manduca. O lobista e mais sete suspeitos foram presos no dia 17 de setembro. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
O lobista incumbiu-se também de desembolsar R$ 16.250 para cobrir gastos com locação de um helicóptero que ficou à disposição do governador. O camarote da Fórmula Indy adquirido por Manduca para abrigar a comitiva tinha capacidade para 11 pessoas e custou R$ 19,8 mil. A promotoria obteve cópia da fatura do cartão de crédito do lobista, que indica que havia uma reserva no Unique para o hóspede Carlos Gaguim entre os dias 13 e 15 de março e outra para Manduca, no mesmo período.