sexta-feira, 16 de abril de 2010

Médicos e empresários desviam milhões do Hospital Salgado Filho


 


Quadrilha de médicos e empresários é acusada pela polícia de forjar documentos para justificar a compra de materiais e até de cirurgias fantasmas em hospitais públicos do Rio. Cinco pessoas já estão indiciadas por cinco crimes diferentes pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública. Entre elas está o chefe do setor de Neurocirurgia do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, o médico Carlos Henrique Ribeiro.

As compras de insumos e materiais hospitalares eram feitas pela Extencion, uma empresa que, desde 2007, recebeu mais de R$ 6 milhões apenas da Prefeitura do Rio. Seu dono é o empresário Jorge Figueiredo Moraes. Uma das fraudes ocorria na prestação de contas da compra de espirais de platina, peças caras usadas em cirurgias de pacientes com aneurisma cerebral.

Segundo a polícia, entre 15% e 25% do valor das espirais eram divididos entre os médicos da quadrilha, após a Extencion emitir notas fiscais de compra do material em quantidade superior à utilizada, tudo às custas dos cofres públicos.

Em pelo menos três casos, os pacientes não chegaram nem a receber o dispositivo, pois não houve necessidade. Desses, um ocorreu com uma mulher que sequer fora operada e se curou com tratamento à base de remédios. Entretanto, no prontuário médico assinado por Carlos Henrique Ribeiro, chefe da Neurocirurgia do Salgado Filho, constava o pedido de 12 espirais fornecidas pela Extencion. Pelo material que foi desviado, a prefeitura pagou R$ 26.760.

“Muitas vezes, as operações não eram necessárias e os médicos as realizavam somente para lucrar com a remessa das peças. Uma operação dessas custava aos cofres da prefeitura até R$ 30 mil e, às vezes, nem acontecia”, afirmou o delegado Fábio Cardoso.

Os suspeitos vão responder pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e formação de quadrilha. Os dois médicos também foram indiciados por corrupção passiva e os três integrantes da empresa, por corrupção ativa. As penas pelos crimes chegam a mais de 10 anos de prisão.

A Polícia Civil também apura indícios de irregularidades em licitações do governo federal vencidas pela Extencion. Ao todo, a empresa recebeu cerca de R$ 120 milhões da União nos últimos anos três anos.

Entre os serviços contratados, estão o de fornecimento de materiais para unidades como os hospitais Central do Exército, Geral de Bonsucesso e Universitário Antônio Pedro (Niterói). Segundo a polícia, além de dono da Extencion, Jorge Figueiredo Novaes controlava duas empresas: a Ortoneuro e a Medical Weck, que tem sua filha no quadro societário. “Caso as irregularidades sejam comprovadas, vamos enviar o material para a Polícia Federal”, afirmou o delegado Fábio Cardoso.

A Secretaria Municipal de Saúde também colabora nas investigações e já afastou Carlos Henrique e Wagner Munemori Mariushi, os médicos do Salgado Filho envolvidos no esquema, até o fim do inquérito. “Este tipo de ação preventiva é fundamental para a transparência do processo administrativo”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmman. Todos os indiciados pela Polícia Civil negam ter praticado os crimes.

Outro alvo da investigação dos agentes é o patrimônio do empresário dono da Extencion. Além de possuir cobertura avaliada em R$ 2 milhões no Condomínio Golden Green, na Barra, Jorge Figueiredo é proprietário de uma lancha no valor de R$ 1,2 milhão, salas em Vila Isabel que custam R$ 2,8 milhões e vários veículos, entre eles uma BMW X6 2010, que custa, aproximadamente, R$ 350 mil. Outros dois veículos de Jorge foram avaliados em cerca de R$ 300 mil.

O delegado Fábio Cardoso pediu a prisão dos cinco envolvidos no esquema, mas a Justiça concedeu apenas 15 mandados de busca e apreensão contra os suspeitos. No entanto, a Polícia Civil chegou a prender Jorge Figueiredo em flagrante, depois que foram encontrados dois revólveres em sua residência. O empresário, entretanto, foi posto em liberdade ontem mesmo, depois de pagar fiança.

Enquanto isso pacientes morrem nas macas à espera de tratamento, idosos, e crianças morrem por causa de remédios que não chegam à eles. Esses putos tem grana, logo logo estarão novamente nas ruas, se é que serão presos, aliás.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Índio isolado é assassinado e corpo desaparece no Acre


O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) pediu ao superintendente da Polícia Federal no Acre, José  Carlos Chalmers Calazane, informações sobre o desfecho de um inquérito que apurava o assassinato de um indígena em situação de isolamento, ocorrido há 10 anos, no igarapé D’ouro, no Alto Rio Tarauacá.
Um grupo de trabalhadores invadiu uma área ocupada por indígenas ainda sem contato com a sociedade nacional para retirar madeira para Auton Dourado de Farias, que era vereador no município de Jordão.
Os trabalhadores foram surpreendidos pela presença de três índios isolados e, por reação, um dos indígenas foi assassinado. Acionada pela Fundação Nacional do Índio (Funai), a PF se deslocou até o local e comprovou que o indígena havia sido morto por arma de fogo.


O corpo do índio isolado foi encaminhado para Rio Branco  e instaurado inquérito no qual aparecia como suspeito José Lourenço da Silva, o Trubada.
- Deste ponto em diante, as informações são cada vez mais imprecisas e chegam a apresentar contradições - assinala Lindomar Padilha, coordenador do Cimi no Acre.
Antônio Luiz Batista de Macedo, servidor da Funai, acompanhou os procedimentos adotados à época. Procurado pelo Cimi, Macedo pouco soube explicar.
- Ele nos informou apenas que o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal, em Rio Branco, e que desde então não teria obtido mais informações sobre o caso e nem ao menos sabe dizer para onde o corpo do índio isolado foi levado - acrescentou Padilha.
O Cimi encaminhou à PF cópias de reportagens e relatos na tentativa de facilitar o entendimento do caso, sobretudo o grau de comoção entre os indigenistas após o crime.
- Queremos as informações para que o poder público possa dar os encaminhamentos necessários e a Funai possa assumir devidamente as suas atribuições e responsabilidades no caso - argumenta o Cimi.
Há meses esses três índios estão jurados de morte (suas famílias permanecem escondidas na reserva) e os madeireiros espreitam matá-los e ficar com suas terras. Cedo ou tarde conseguirão, no Brazil é sempre assim, a impunidade cobre toda a nação.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Em 2008, PMDB da BA recebeu doação de R$ 500 mil da OAS



Legenda do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, o PMDB da Bahia foi o partido que mais recebeu doações da empreiteira OAS, na campanha de 2008. De acordo com o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PMDB obteve duas transferências no valor de R$300 mil e R$200 mil em julho e agosto daquele ano. As doações são legais, e destacam o apoio da empresa ao partido do gestor municipal, então candidato à reeleição, e do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (pré-candidato ao governo da Bahia neste 2010).
Além do PMDB de João Henrique e Geddel, o único comitê eleitoral que recebeu doação da OAS foi o do petista Walter Pinheiro, ex-deputado federal então candidato a prefeito e atual secretário estadual de Planejamento do Estado da Bahia. Neste caso, porém, o valor é bem menos expressivo: R$2 mil, entregues em agosto de 2008. Também concorreram à prefeitura de Salvador o ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB), o deputado federal ACM Neto (DEM) e o historiador Hilton Coelho (PSOL).
Ministério Público Federal (MPF) na Bahia de integrar um esquema de "consórcio oculto" nas obras do Metrô de Salvador, acerto paralelo descoberto no final de 2009. As outras empresas seriam as oficialmente responsáveis pela realização do projeto (Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Siemens, que formam o consórcio Metrosal) e a Odebrecht, Constran e a italiana Impregilo.
No esquema, que funcionaria desde o início das obras em 2000, as empreiteiras interessadas em realizar uma obra se reúnem antes de submeter seus projetos à licitação e combinam os valores que irão apresentar e como será repartida a obra e o dinheiro posteriormente. Depois, a obra é realizada por todas as participantes do esquema, e não apenas pelas vencedoras, sendo repartido o dinheiro destinado à construção.
De acordo com reportagem publicada pela "Folha de S. Paulo" no último domingo, o conluio baiano seria apenas um dos casos existentes no País. Situações semelhantes foram encontradas na construção dos metrôs do Rio de Janeiro, de Fortaleza, do DF e de Porto Alegre. Segundo a Folha, investigações da Polícia Federal apontam para a existência de superfaturamento nas obras. No caso de Salvador, o preço teria sido elevado em 43%. As investigações, derivadas da Operação Castelo de Areia, estão paradas desde a suspensão do processo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em janeiro.
"Nada além da legalidade"
Segundo o presidente do PMDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima - irmão de Geddel -, as doações na campanha de 2008 não representam "nada além da legalidade".
- Se faz doações por fora é caixa dois, se faz por dentro não pode fazer. Aí fica complicado... - desabafa. - Qualquer empresa que procura o partido para fazer doação que esteja na legalidade pode doar... Eu estou aqui para receber - complementa o peemedebista.
O sub-secretário de Comunicação da Prefeitura de Salvador, Ipojucã Cabral, responde que "o prefeito já disse tudo o que era para dizer sobre o metrô" e "a relação com a imprensa já está suficientemente transparente". O sub-secretário afirma que o prefeito não falaria de coisas referentes à campanha. "Há certas coisas sobre as quais não há mais necessidade de falar", diz.
Projeto do Metrô foi amputado
Com obras iniciadas há mais de uma década e que estão atrasadas em pelo menos seis anos, a construção do Metrô de Salvador é objeto de uma CPI na Assembleia Legislativa da Bahia desde a última segunda-feira (15). No começo, a obra previa uma estrutura de 11,6 km que ligasse o centro da cidade aos bairros de Pau da Lima e Pirajá, dois dos mais populosos da capital, na zona norte.
Depois de denúncias de irregularidades feitas pelo TCU e pelo MPF na última década, que provocaram cortes de repasses do governo federal e a paralisação das obras, o projeto foi cortado pela metade (agora serão 6km, a partir do centro) e empacou. Até o momento, a obra já consumiu cerca de R$ 1 bilhão dos cofres públicos para os 6km, bem mais que os cerca de R$400 milhões inicialmente previstos para todo o percurso.
A previsão atual da prefeitura é que o Metrô de Salvador comece a funcionar comercialmente no primeiro trimestre de 2011.

quarta-feira, 17 de março de 2010


Usando a internet, índios combatem desmatamento na Amazônia












Para os índios
 Suruí, que vivem na reserva indígena Sete de Setembro, na divisa entre os Estados de Rondônia e Acre, levar uma vida tradicional na floresta não é incongruente com as modernas tecnologias - ao contrário, uma fortalece a outra. "Eu acho que nossa aliança com a internet é muito importante porque facilita e possibilita que a comunicação fortaleça politicamente nosso povo", diz o líder indígena Almir Surui, de 35 anos.
"Eu acho que nossa aliança com a internet é muito importante porque facilita e possibilita que a comunicação fortaleça politicamente nosso povo", diz o líder indígena Almir Surui, de 35 anos. Por iniciativa de Almir, a relação que os Suruí têm desenvolvido com a internet, esta "ferramenta dos brancos", é uma inovadora tentativa de fazer com que o contato reforce - ao invés de corromper - a cultura e o modo de vida nativos.
A ideia de usar a internet para valorizar sua cultura e combater o desmatamento nasceu em 2007, quando Almir teve seu primeiro contato com o Google Earth e fez o que todo mundo faz: procurou ver sua casa do satélite. A vista aérea da reserva Sete de Setembro, um polígono verde de 248 mil hectares no centro de um entorno quase totalmente desmatado, representado em cor marrom, deixou o líder chocado. Mas, ao mesmo tempo, ele percebeu que a mesma internet que expunha os problemas também poderia representar uma solução.
"Eu disse ao Vasco (van Roosmalen, da ONG Equipe de Conservação da Amazônia, ACT-Brasil, parceira dos indígenas em diversos projetos) que queria um encontro com o Google, e ele achava que era impossível", conta. "Insisti e consegui uma reunião de 30 minutos. Passamos três horas, de tão interessados que eles ficaram."
Menina dos olhos - Hoje, a parceria do Google Outreach - o braço social do Google - com os Suruí é uma espécie de menina dos olhos da companhia.
Ao saber desta reportagem da BBC Brasil, a diretora mundial do projeto, Rebecca Moore, fez questão de colaborar, por meio de uma videoconferência da sede da empresa em San Francisco. "Pelo chefe Almir, tudo", brincou Rebecca, antes do início da entrevista. Ela diz que se convenceu pela descrição "categórica e potente" que Almir fez da realidade amazônica.
"Ouvimos histórias sobre as ameaças representadas por madeireiras ilegais e mineradoras, sobre pessoas assassinadas, sobre o fato de existir inclusive uma recompensa pela cabeça do próprio Almir, por liderar seu povo e resistir às madeireiras", contou. "Ficou claro que ele tem uma ideia muito sofisticada de como a tecnologia moderna pode ajudar os povos tradicionais a se fortalecer, fortalecer sua cultura, proteger e preservar suas terras, e preencher uma lacuna entre modos tradicionais e modernos."
Suruí online - O primeiro passo da parceria entre a gigante de internet e a associação indígena Metareilá, firmado em 2008, foi a disponibilização do chamado "mapa cultural" dos Suruí, que antes só existia em papel, no Google Earth. Feito a partir de uma metodologia que a ACT-Brasil cedeu aos indígenas, o mapa mostra, por exemplo, os locais onde se desenrolaram batalhas históricas dos Suruí contra outras tribos ou contra as expedições não indígenas.
Em outro clique, o usuário fica sabendo que, para os Suruí, o canto do tucano pressagia as más notícias, e que as penas do animal são utilizadas por guerreiros durante a celebração do Mapimaim, em homenagem à criação do mundo. Como parte da parceria, a empresa providenciou treinamento de informática para cerca de 20 indígenas na sede da associação Metareilá, em Cacoal, onde fica a reserva.
O gerente de produtos da empresa, Marcelo Quintella, um dos que providenciaram o treinamento na ocasião, diz que se surpreendeu com o nível de familiaridade de muitos jovens indígenas com as novas tecnologias. "Metade nunca tinha mexido em um mouse. Mas, dos outros dez, uns cinco sabiam usar o computador - não eram usuários diários de internet, mas sabiam - e outros cinco tinham até e-mail e (perfil no) Orkut", contou.
Agora, os Suruí querem embarcar no mais ambicioso objetivo da "parceria", como diz Almir, com a internet: o combate ao desmatamento da reserva Sete de Setembro, em tempo real. Eles aguardam a chegada dos primeiros aparelhos smartphones equipados com o sistema operacional Android, da Google, que lhes permitirá tirar fotografar imagens do desmatamento em tempo real, postar na internet e enviar para o mundo e as autoridades competentes.
"Não é somente eles dizendo que existe (o desmatamento), é todo mundo vendo que existe. O poder de convencimento muda", avalia Quintella.

ZOO Chinês mata animais de fome se governo não manda dinheiro

O zoológico da cidade de Shenyang, no nordeste da China, onde 13 tigres siberianos - espécie sob grave risco de extinção - morreram de fome nos últimos meses foi acusado hoje pela imprensa chinesa de usar os ossos dos animais para elaborar licores medicinais.
Segundo o jornal Beijing News, a prática de fazer licor de ossos de tigre, muito apreciado há séculos pela medicina tradicional chinesa, mas atualmente ilegal, "começou no zoo em 2005 e o produto era entregue a departamentos estatais de Polícia, política florestal e meio ambiente".
"Eu mesmo bebi licor de osso de tigre", assegurou a fonte anônima do zoo que revelou a prática ao jornal. O destilado de osso de tigre, ou "hu gu jiu", pode chegar a custar US$ 4,1 mil por garrafa no mercado negro.
As regulamentações para evitar o tráfico de restos mortais de animais em extinção, vigentes desde 1993, exigem que os ossos e a pele dos tigres falecidos sejam guardados em salas frigoríficas e lacrados, mas aparentemente a lei não prevê quem deve ser responsável por estes caros procedimentos.
Em consequência, os tratadores do zoo de Shenyang, onde morreram cerca de 50 tigres desde o ano 2000 (a informação não explica as circunstâncias das mortes) ficaram responsáveis pelos restos e supostamente tiraram proveito econômico deles.
Outro jornal, o Nanfang Daily, assegurou na segunda-feira passada que os tratadores não alimentaram os animais nos últimos meses, como chantagem para tentar pressionar o Governo local para que pagasse as dívidas do zoológico, que não eram quitadas há 18 meses.
Onze dos tigres morreram diretamente de fome, outros dois foram sacrificados após atacar seus tratadores, possivelmente por falta de comida, e outros três estão em situação grave, e equipes veterinários trabalham contra o relógio para salvar suas vidas.
Cerca de 20 outros animais, entre leões, camelos, macacos, avestruzes e várias outras espécies, também morreram no zoo nos últimos três meses de inverno, época na qual a falta de visitantes diminui a receita proveniente do custo dos ingressos.

Bando de chinês filho da puta, odeio tudo que vem da china, de produtos à pessoas.  Onde já se viu a quantidade de animais que morrem de FOME???? Ah vá a merda, puta que pariu, já tá errado de meter animais em jaulas, ainda maltratar cruelmente? Eu tenho pena dessa gente quando desencarnar... O idioma natural do inferno vai ser o mandarim.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Arruda leu inquérito antes de ação da PF




O governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, conhecia em detalhes 200 páginas do inquérito da Polícia Federal sobre o caso do 'mensalão do DEM' antes de ser lançada a ação contra ele, segundo o jornal Folha de S.Paulo. O jornal afirma que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) liberou essas páginas para advogados de Arruda no dia 26 de novembro, cinco dias antes da data marcada pela PF para efetuar a busca de provas. A liberação dos papéis teria obrigado a PF a antecipar a ação.


De acordo com a reportagem, Arruda teve acesso a planilhas com gastos e notas fiscais do suposto caixa 2 da campanha eleitoral de 2006. A PF teria iniciado inquérito para apurar vazamento. As 200 páginas são parte do volume 2 do inquérito contra Arruda, equivalentes a um quarto do total. O ministro do STJ, Fernando Gonçalves, negou inicialmente ao jornal que liberou os dados. Posteriormente, entretanto, Gonçalves confirmou que a assinatura no despacho que deu a Arruda acesso ao inquérito é sua. No despacho há um parecer da Procuradoria Geral da República defendendo a liberação de parte do inquérito, que não seria sigilosa.

Entenda o caso Arruda

O mensalão do DEM, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.


O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".


As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Entenda por que chove muito mais no presente.


Há milênios o homem vem consumindo os recursos naturais do planeta, e sem nunca sequer pensar em repô-los, sem sequer pensar no futuro das gerações e que ele próprio também viverá no futuro, adiante.
É notório a qualquer imbecil que a floresta densa com suas árvores de raízes profundas e suas copas alegóricas, tem por função natural reter água no solo, não só devido à sombra que proporciona mas as raízes atraem constantemente o líquido, mantendo o solo sempre úmido perto das raízes.

O benemérito homem, sempre caminha para o progresso, evolução, que consiste em quê? Usufruir indiscriminadamente de todos os recursos naturais que encontrar, descartar o lixo em qualquer lugar e encher o bolso de grana, isso é progresso!

Devastando as florestas tropicais, a mata atlântica, não fica difícil sabe que com o solzão comendo solto diretamente no solo recém assolado, a água antes retida evaporará e passará a vagar por aí até decidir chover.
Como isso vem acontecendo em larga escala, e as águas não tem mais as florestas tropicais para retornarem, essa água, somada ao derretimento das calotas polares que vem elevando consideravelmente o nível dos oceanos, se condensa de forma cada vez mais abrangente, criando nuvens maiores e consequentemente mais carregadas que devido ao aquecimento global, se esgotarão em menor tempo do que antigamente.

E como o desmatamento e a total devastação da flora mundial não pararia por alguns miseráveis morrendo, teremos longo período de desastres naturais, a fim de equilibrar o planeta e a natureza também poder exercer seu poder de destruição, antes de conseguir se renovar.

Segue abaixo as fotos dos nossos estados brasileiros, que "nunca na história desse país" estiveram mais com cara de "cerrado".

(clique nas fotos para ampliar) Imagens obtidas pelo Google Maps, a situação no momento já piorou.

Rondônia, região de Ji-paraná, é devastação descontrolada, percebam.

Toda a parte que não é verde, é desmatamento
No Acre não é diferente, podem conferir no site do Google Maps


Mas veja, sem desmatamento não descobriríamos os Geoglifos!
Desmatamento é cultura!!


Esta é a parte onde será construída a usina de Jirau, que devastará a região rio Madeira, e será construída pela empresa que está quase no topo da lista de empresas que mais destroem o meio ambiente.
A parte cinza já é, bem, cinzas... isso são queimadas.
Este é o nosso Mato Grosso do Sul, onde só se tem fazendas, nada mais de áreas verdes, nada.
O governador André Puccinelli é o maior latifundiário do estado, ou seja, as terras que eram do estado, são dele faz alguns anos. É, aquele mesmo que chamou o Ministro do Meio Ambiente de viado e maconheiro e disse que o 'estupraria em praça pública' (sic).
Aqui um panorama geral do estado MS
Aqui um zoom para terem melhor idéia. MS.


Aqui é o Pará, nota-se claramente as veias abertas na mata. Se temos a merda do exército porque não combatemos essa guerra??? Isso sim merece bala na cabeça de quem faz, ferindo impunemente a soberania do país.
Pará, região de São Félix do Xingú, este é um estado com sucessivos recordes de desmatamento.


Em Roraima, essa parte amarronzada que se estende até a fronteira, já não tem floresta. Confira no Google Maps com o zoom.


Região Sudeste e parte do Sul do país, não se vê concentração nenhuma de área verde.

É amigos, vamos, rumo ao progresso!!!