quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mulheres estupradas em conflito líbio correm risco de ser mortas


Mulheres e meninas líbias que engravidaram durante estupros correm o risco de serem assassinadas por suas próprias famílias, em atos chamados de "mortes honrosas", advertem agentes humanitários. Se ao redor do mundo o estupro é um tema sensível, na Líbia o tabu é ainda maior.
"Na Líbia, quando um estupro ocorre, parece que toda a cidade ou aldeia é considerada desonrada", explica Arafat Jamal, da agência de refugiados da ONU (UNHCR).
Entidades beneficentes do país dizem estar recebendo relatos de que, no oeste do país, que é especialmente conservador, as forças do líder Muammar Kadafi teriam abusado sexualmente de meninas e mulheres diante de seus pais e irmãos.
"Serem vistas nuas e violentadas é algo pior do que a morte para elas", afirma Hana Elgadi, parte de um grupo de voluntárias que oferecem atendimento médico e testes de HIV, além de pagar abortos a mulheres que foram estupradas durante os confrontos em curso na Líbia. "Esta é uma região onde as mulheres não saem de casa sem cobrir a face com um véu."
"Com amor"
"O tempo está contra nós", diz Nader Elhamessi, da ONG World for Libya. "Por enquanto, as gestações podem ser disfarçadas, mas não por muito tempo. Muitos pais vão matar suas próprias filhas se descobrirem que elas foram estupradas."
Elgadi diz que as famílias veem isso como um "assassinato cometido com amor". "Eles acreditam estar salvando a menina." Por isso o grupo de Elgadi se oferece para pagar pelo aborto de mulheres que assim desejarem. Ela afirma que já existem fatwas - regras clericais islâmicas - que autorizam o aborto em circunstâncias como a de abuso sexual.
O grupo World for Libya diz estar tentando convencer imãs na vizinha Tunísia a pregar que o estupro não é culpa das vítimas. Estima-se que cerca de 130 mil pessoas tenham fugido do conflito da Líbia atravessando a fronteira tunisiana. ONGs que estão atendendo esses refugiados dizem acreditar que entre eles há muitas vítimas de abusos que têm medo de admitir o estupro.
O World for Libya está tentando contato com um grupo de meninas adolescentes que ainda está na Líbia, cuja escola teria sido atacada por forças leais a Kadafi.
"Homens armados separaram as meninas e violentaram as que acharam mais atraentes", diz Nader Elhamessi. "Uma das meninas cortou seus pulsos e se matou, para não enfrentar a vergonha. Os estupros só foram relatados a nós pelas meninas que foram deixadas em paz."
Elgadi diz também ter sido contatada por uma família pedindo medicamentos para tratar HIV. "A mãe, o pai e o filho disseram ter sido estuprados pelas tropas de Kadafi. A mãe nos procurou quando eles descobriram que tinham contraído o vírus do HIV. Ela não quer ir ao hospital na Tunísia por medo de descobrirem que ela foi violentada."
Viagra
A Corte Criminal Internacional já havia dito que tem indícios de que as forças do regime estariam usando o estupro como arma de guerra. O tribunal disse ter razões para acreditar que os soldados receberam Viagra e ordens de cometer estupros.
Um major do Exército líbio que desertou relata à BBC que os carregamentos de Viagra eram de amplo conhecimento entre os soldados, mas ele e seus colegas nunca chegaram a ver os medicamentos.
"A ordem de estuprar não foi dada ao Exército comum", diz o major, sob condição de anonimato. "Kadafi sabia que nós nunca a aceitaríamos. (A ordem) foi dada a mercenários."
Mas Jamal, coordenador de emergência da UNHCR para a Líbia, diz ainda não ter visto evidências concretas de uso do estupro como arma, apesar de ter observado casos individuais de abusos sexuais pelo país.
"Temos provas que sugerem que os estupros foram cometidos pelos dois lados (tropas de Kadafi e rebeldes), mas não temos como dizer em qual escala", ele afirma

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Parlamentares se dão aumento de 62% e vão ganhar R$ 27 mil

Reajuste valerá para presidente e ministros; salário é o mesmo pago aos juízes do STF

Nos últimos dias da atual legislatura, o Congresso aprovou ontem aumento de salário que vale para deputados, senadores, presidente da República, vice e ministros. 

O projeto leva os salários dos ocupantes de todos esses cargos para R$ 26.723,13, igualando-os ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A remuneração dos membros do STF serve como teto do funcionalismo público. 

Regime de urgência 

O salário dos deputados e senadores, que hoje é de R$ 16,5 mil, terá aumento de 61,83%. No caso da Presidência da República, o reajuste será de 133,96%; os ministros e o vice vão ganhar 148,63% a mais. Os novos salários entram em vigor em fevereiro. 

O projeto foi discutido em tempo recorde. Apresentado à Mesa da Câmara dos Deputados enquanto a sessão já corria, recebeu tratamento especial (tramitação em regime de urgência), acatado por 279 votos favoráveis, 35 contrários e 3 abstenções. 

Em seguida, bastou uma votação simbólica (sem que os votos sejam registrados no painel eletrônico) para que fosse aprovada e encaminhada ao Senado. Apenas o PSOL foi contra o aumento. 

No Senado, a proposta teve votação-relâmpago. Só Marina Silva (PV) e Álvaro Dias (PSDB) se opuseram. 

Efeito cascata 

O impacto financeiro dos reajustes no Legislativo e no Executivo ainda não foi calculado. Só na Câmara, porém, estima-se que chegue a R$ 130 milhões. 

Além disso, pode haver efeito cascata nas Assembleias Legislativas dos Estados e nas Câmaras Municipais. Os salários dos deputados estaduais e vereadores são vinculados aos dos parlamentares federais. 

O reajuste anterior havia sido em 2007, de 28,5%, repondo a inflação de quatro anos.

'Cheguei com sorte', diz Tiririca

Na primeira visita à Câmara, o deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), foi tratado como celebridade e acompanhado o tempo todo por vários jornalistas. Tiririca foi recordista de votos nas eleições deste ano (1,35 milhão). 

Perguntado sobre o fato de os deputados estarem votando, no momento de sua visita, um aumento de salário para todos os parlamentares, Tiririca disse que chegou com sorte: "Acho bacana, acho legal. Dei sorte. Tomara que aprove, acho que é justo", afirmou. 

Tiririca vestia terno e gravata e disse que na Câmara não vai usar fantasia. "Aqui é coisa séria", disse. Segundo ele, a prioridade de seu mandato será a educação. 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

É o fim da picada!!!

É notório que a Polícia Fede, digo Federal, adora nomes sensacionalistas para suas operações.
Operações estas que após investigar, recolher provas, e solicitar a abertura do inquérito, 'passa a bola' pra justiça brasileira (é, a merda da "justiça" brasileira) onde tudo para, tudo estaciona, tudo vira jogo político, favores daqui e de lá, invertem as acusações e a porra toda que a gente vê toda hora e não faz nada pra mudar (porque?).
Quero falar de uma delas: Operação Anaconda, que (certamente como bom brasileiro que você é, já se esqueceu né? Muito bem!) investigava membros do Judiciário, que combinadamente deixavam 'brechas' nos processos para que juízes, junto a advogados de criminosos (inclusive PCC, CV e políticos) pudessem safá-los de condenações e acusações pelos crimes que praticavam (e graças a esses ainda praticam).
Pois é, o tal juiz Ali Mazloum, junto seu irmão Casem Mazloum estavam nesse bolo, após 1 ano de investigações, grampos e tudo mais foram todos denunciados por diversos crimes, entre eles: formação de quadrilha , falsidade ideológica, ameaça, abuso de poder, corrupção passiva e peculato. Cabe dizer também que os 'brothers of brazil' eram acusados de enviar muita grana pra fora do país, que seria arrecadada com essa venda de sentenças, e que por burrice da PF não se sustentaram as provas.


Tendo os contatos que tem, o juiz foi um dos que se safaram inclusive das acusações (mostra como o esquema deles funciona melhor do que a polícia esperava, hã?), com o voto de quem? Gilmar Mendes, ele mesmo.


Esse juiz aí é um dos canalhas filhos de uma puta que tem conchavo com a corja do Daniel Dantas, investigado e acusado na Operação Sathiagraha, que inclusive não condenou ninguém e como na CPI do mensalão, jura que não se tem provas de nada, mesmo estando elas na cara de qualquer imbecil que queira ver.


Não tem como não ver a nova forma de coronelismo moderna existente no Brasil, agora o juiz Mazloum mandou prender o delegado (Protógenes) e o escrivão da operação Sathiagraha. Vê-se que aqui "manda quem pode e obedece quem tem juízo", literalmente.


Não vou aqui pregar o protesto, pois sei que pouco adianta, só me cabe informar, e coloco abaixo links para que você conheça um pouco mais alguns personagens ilustres do nosso saudoso Poder Judiciário.
Eles estão envolvidos em tudo que é 'babado' por aí, direta ou indiretamente.


Entenda (resumo) a peração Anaconda
Quem é Ali Mazloum
A imperícia da Polícia Federal na operação
Juizão Mazloum se livra de acusações
Isto é condenada a indenizar juizão Ali Mazloum
Entenda a Operação Sathiagraha
Entenda os delírios do Juiz obstruindo as investigações e acusando o Delegado Protógenes
Por fim, Investigador preso e Acusado solto.... é Brasil!!!


Você mesmo é inteligente o suficiente para tirar suas conclusões.




(VOTA AÊ NA DILMA, NO SERRA, NÃO VAI FAZER DIFERENÇA, A GANGUE É A MESMA, MUDA O FANTOCHE MAS NÃO AS MÃOS QUE OS MANIPULAM.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Projeto de Lei obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas

Projeto obriga os eleitos a matricularem seus filhos em escolas públicas.

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Uma ideia muito boa do Senador Cristovam Buarque.

Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, Deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.

As conseqüências seriam as melhores possíveis.
Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.

SE VOCÊ CONCORDA COM A IDEIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM. 


Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país..
O projeto 
PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.


PARABÉNS PARA O SENADOR CRISTOVAM BUARQUE.
BOA SORTE JUNTO A SEUS PARES. 


IDEIA SENSACIONAL!
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2007

PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 480 de 2007

Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º 
Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica. 

Art. 2º 

Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas. 

JUSTIFICAÇÃO

No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais –vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoras.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão.
Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo –, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.
Sala das Sessões,
Senador CRISTOVAM BUARQUE

APÓIO ESTA IDÉIA, VOCÊ NÃO??

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Kassab diz ser favorável ao aumento de 95% de seu salário

O prefeito de São Paulo, Gilbeto Kassab (DEM), afirmou nesta quarta-feira que o aumento salarial dele e dos secretários da cidade "é uma questão de reajustar a prefeitura à realidade", e que a medida não pode ser vista somente como um aumento. Ele se referia ao fato da Câmara dos Vereadores votar nesta quarta-feira um reajuste para alguns integrantes do Executivo.
Se o reajuste for aprovado pelo legislativo, a remuneração de Kassab passaria de R$ 12.384 para R$ 24.117, um aumento de 95%, e a dos secretários de R$ 5.504 para R$ 21.705. Ele disse ser a favor do reajuste e justificou que o trabalho desenvolvido pela prefeitura é de grande responsabilidade e por isso necessita de pessoas experientes.
Kassab afirmou que, com salários melhores, a equipe de secretários poderá gerir melhor o orçamento destinado às ações públicas da cidade. A declaração foi feita durante um anúncio da operação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para o recebimento do GP Brasil de Fórmula 1.

ESSE  FILHO DA PUTA TIRA COM A CARA DO PAULISTANO MEMO, VAI NOTA NELE BAND DE ARROMBADO

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Petrobras e BB custeiam revista acusada de "pró-Dilma", diz jornal

A edição deste mês da Revista do Brasil, ligada à Central Única do Trabalhador (CUT), e que foi proibida de circular pela Justiça Eleitoral por apresentar conteúdo favorável à campanha da presidenciável petista Dilma Rousseff, teve anúncios pagos pela estatal Petrobras e pelo Banco do Brasil, segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (19).
A revista, que apresenta tiragem de 360 mil exemplares por mês, foi proibida de circular na última segunda-feira (18) pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Joelson Dias, mas já teve todas as suas revistas distribuídas, de acordo com o responsável pela publicação, Paulo Salvador. Segundo reportagem do jornal, a estatal e o banco confirmaram que são anunciantes da revista, mas não repassaram o valor que pagam.
Procurado pelo jornal, Paulo Salvador disse que a revista "não é da CUT", que apenas tem "afinidades" com a central. Segundo o responsável pela revista, a publicação conta com mais anunciantes públicos do que privados, e não acha que apresente conflitos o fato de receber recurso público e ter sua revista contestada por suposta campanha em favor da presidenciável petista. Em resposta ao jornal, o Banco do Brasil afirmou que "os critérios para veiculação de anúncios estão ancorados no relacionamento com os públicos da revista" e a Petrobras afirmou que veicula anúncios e campanhas em diferentes meios de comunicação, para fortalecer sua imagem. Segundo o jornal, a estatal disse que "a veiculação de anúncios na Revista do Brasil possibilita à companhia divulgar suas ações para um público formador de opinião dos principais sindicatos de todo o país".
A decisão de proibir a circulação da revista atende um pedido da coligação encabeçada pela candidatura de José Serra (PSDB) à presidência. O ministro responsável entendeu que a revista ligada à CUT faz uma defesa aberta da candidatura de Dilma, fato proibido pela Lei Eleitoral - sindicatos não podem contribuir, direta ou indiretamente, com campanhas políticas. A revista traz matérias como "A vez de Dilma - o país está bem perto de seguir mudando para melhor".

Gráfica que imprimiu planfletos anti-Dilma é de tucana

Dona da empresa  é irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra

A Gráfica Pana, localizada no bairro do Cambuci, em São Paulo, responsável pela impressão dos folhetos com propaganda acusando a candidata do PT à presidência Dilma Rousseff de ser a favor do aborto, pertence à Arlety Satiko Kobayashi, irmã do coordenador de infraestrutura da campanha do José Serra (PSDB) Sérgio Kobayashi.

Uma denúncia anônima levou integrantes do diretório do PT na Vila Mariana à porta da gráfica Pana no sábado 16. Os militantes tentaram impedir a distribuição dos panfletos. CartaCapital acompanhou o caso junto aos integrantes do partido que conseguiram entrar na gráfica e filmar o material. Em seguida, registraram um Boletim de Ocorrência na polícia.

A Polícia Federal apreendeu, no fim de semana, 1 milhão de panfletos com propaganda anti-Dilma. A encomenda era de 20 milhões de panfletos que seriam distribuídos nas igrejas após a missa de domingo 17.O folheto estava assinado pela Regional Sul 1 da CNBB, que divulgou nota negando a sua resposabilidade sobre o material.

A assessoria de imprensa tucana negou haver relações entre a campanha de Serra e a impressão dos folhetos. A apreensão foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após pedido do PT, por meio de uma representação. Além de apurar o crime de difamação, o PT pede ao TSE que investigue quem pagou a impressão dos folhetos.